Nada é tão inadmissível quanto vagar por um noturno
repensar de intolerância e desagregação dos valores que geram uma sociedade e
descobrir o já odiado e procriado desistir.
Há quem diga
ser o próximo hidrogênio terrestre, sem levantar seus sonhos e trilhar a
sonoridade das sombras não alheias. Simplesmente observam o remoer dos
destroços envolvendo sua paz, retrocedendo ao pretérito mais significante de
suas almas.
Há quem ouça a mudez da própria lágrima, e esconde-a
num degustar de palavras. E pensam futuramente no descongelamento de calotas
amorosas. E só pensam, e não agem.
Há quem lance nas mãos desconhecidas a felicidade, e a
perde. Então, singelamente, reúne o arranha céu e abraça as helicoidais de um
momento metafórico, implorando pela demissão terrestre, voando ao centro do
obscuro ou pegajoso fim.
Longe se mira o espelho que está próximo do próprio
ego, refletido no acaso e no descaso, no tempo e na sua perca de tempo, na vida
e na sua falta.
Deixe que se finde momentaneamente e naturalmente a
tua existência, e se perpetue a excelência e magnitude de esperar e ter
esperança, em ser e ter a exemplificação. Caia sorrindo, como quem vive o
último respirar, e tenha sede em almejar a sobrevivência e própria valorização
do ignorado, do diferente mais normal.
Mais valhe uma derrota sincera que uma vitória
mentida, uma tentativa frustrada, porém, desenvolvedora de habilidades incomuns
de paciência e persistência do que a ilusão de um conto de fadas, a perfeição
inexistente.
Autora: Michele Strey Frederico


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