quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Morte prematura


Um coração amargurado pela infelicidade perdeu sua cor devido um amor não bem-sucedido. Paixão imensa cercava seus olhares. Ósculos intensos molhavam um céu, ternura aparentemente interminável. O sol brilhava cada vez mais forte. A vontade de união prevalecia em meio a contrariedade paternal.
Se uniram, sem ato religioso, caos para familiares. Em sua noite de núpcias, uma champagne aberta, já sem espuma, espera-os. Entraram no quarto, encontraram a janela aberta, e nem assim se incomodaram.
No ápice do amor, o telefone dele toca. Sem se importar, guarda-o na escrivaninha que estava perto da cama. Mas o sexo feminino é muito desconfiado! O telefone toca novamente e ela, já irritada, atende. Uma voz feminina do outro lado da linha conta, em murmúrios, o detalhe que mudaria para sempre a vida daquela pobre mortal.
Havia uma traição, algo irreversível. O olhar, nebuloso, o coração, sem vida. Essa mulher, tomada de ódio, lança pela janela, com toda sua força, aquele a quem tanto amava.
Uma morte física e outra espiritual.

Autora: Michele Strey Frederico.

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