Talvez eu esteja
mais segura aqui,
Na montanha da
solidão
Vendo, de certo,
de alto, de perto,
Tua ingratidão.
E serás lembrada
como um pesadelo,
Deveras que, por
apelo,
Fizeste-me pisar
descalço nos cactos
Do que te resta
o caráter...
E ainda podes
vê-lo?
Se sou
ultrapassada por não cometer o delito
De desconfiar,
seguindo sua invasão
mal-sucedida, do
que se diz trapacear.
Teu castigo em
me castigar
Não foi em vão.
E eu me
levantarei
Como as cinzas
perante o mais doce vento.
Mas não dissiparei.
Vou guardar aqui
dentro
O concreto
modelo do centro
De teu
pensamento,
Aquele que
carrega o cedro
Do martírio que
não quero
E que
presenciei.
Do qual fui
vítima,
Vitimada por
você.
Autora: Michele Strey Frederico.
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