terça-feira, 30 de abril de 2013


Poética política

Sem paredes nem redes, com deslocamento de ar
e vibrações do azar,
sendo estátua de pensador,
do pulo do baixo nato superficial.
Catando peças,
vigiando setas,
 sem espaço de discussão...
sem opinião.

Rei que nada faz, sua presença nada trás,
Nada leva... então, que proveito estar aqui?
Toca, toca e retoca...
Entra e flutua o som, e depois sai.
São as mesmas palavras mudas...
E elas caem, vão derretendo pelo canal,
estando em chamas no jogo pelo financeiro final.
Isso é discurso de paz?

O sem parede ainda é perseguido
pela térmica inversão.
A estatueta é lembrança,
um algo de apreciação,
um algo de esperança.
Necessitam de mais que um nada, necessitam...
E conceberam o direito,
e ele está em suas mãos...
e quando estiverem em seus pensamentos e corações
esta certeza,
não será um discurso de paz...
Ações mostrarão do que é capaz.

Autora: Michele Strey Frederico.

sexta-feira, 26 de abril de 2013


Do pensador que acredita

Inexplicáveis são muitos abstratos que circundam aqui, no centro e na periferia do pensamento, os aprazíveis e os iludidos...
Decepção é criar um cenário, personagens da vida real, e imaginar que tudo certamente ocorrerá igualmente sua teoria racional permite transcrever... E chegando a realidade, ser esta tão diferente.
Então, quando você acha que vai dar certo, dá tudo errado. O que menos esperamos é o que realmente acontece. E quando percebemos, já estamos inseridos na nova realidade.
Uma verdade pode estar presa em muitas mentiras, mas a mentira nunca será uma verdade. Sempre haverá uma prisão maior. Porque mentiu uma vez e mais duas, e não mais cessou... Se acreditar, vai se arrepender, vai chorar, vai sofrer.
Você não pode acreditar em tudo, não pode acreditar em todos... mas também não precisa duvidar de tudo, nem de todos. Em algum momento é verdade, em algum momento é real.
É só viver um dia de cada vez, deixar a raiva no travesseiro e a incerteza, jogue para o mar. Muito fácil escrever, o difícil mesmo é fazer! Então para e pensa que outra pessoa não vai deixar de ser algo porque você está chorando... E cada segundo teu é um tempo precioso que não volta mais. E o que as lágrimas e o isolamento vão curar?


Autora: Michele Strey Frederico. 

quinta-feira, 18 de abril de 2013


Um mocinho bandido

Diz-se um amor internacional, mas a loba dos olhos amarelos roubou a nave espacial... e não há como fugir para outro local? Tente tocar desta vez e verá que ainda é impossível.
Para aquele é como este ou nenhum outro, e tanto faz, e se desfaz tão facilmente do que se achava perfeitamente. Acha que ela sempre estará só... contudo, ela está sozinha e não só.
Pensa que teve o melhor dela e que sorriu por último, como se a deixasse machucada e isso o fizesse se sentir melhor... e a deixou machucada, mas não levou tudo de bom...
Você pensou que ela fosse de papel. Você pensou que ela fosse de vidro... e a tentou derrubar, e realmente pensou que fosse inabalável nessa crença.
Só lamento, porque nesse teu jogo foi você quem perdeu. Ela não está perdida na superfície. Ela sofreu, sim, ela sofreu, mas se reergueu... agora está lá em cima e tudo que você pensava a respeito caiu por terra, bem na sua frente.
Ela era o que você nunca iria dizer, e agora não é mais um rosto na multidão, como pregaste. Atualmente és tu quem choras... és tu quem desejas, e neste desejo há somente sua chama... agora é você quem vai se queimar.

Autora: Michele Strey Frederico.

terça-feira, 16 de abril de 2013


Irresolução
Tenho medo de magoar-te. Então, vou fingir não me importar, na mentira, porque me importo... para que tu sigas esse caminhar e não olhe para trás.
Está escrito, nós dois, nunca. São tantas diferenças que gostaria de compartilhar, mas o meu medo é maior. A complicação é rotina, então, por favor, não mande recados, eu não vou responder-te.
Voltar no tempo para desmanchar esse laço não há como, e sim impedir o futuro. Saiba que desejo do fundo de meu coração estar ao seu lado, sentir teu perfume, dormir nos teus braços. Mas não dá. Minha opinião é maior e não há como mudá-la. É mais forte que eu.
Vai pensar que fui insensível... E quem está chorando agora?Me extinga do teu mundo que te guardo lá dentro do meu. Vá ser feliz que assim também serei.
Todas as palavras estão gravadas. Não quero desperdir-me agora, e sinto que assim deve ser. Por tanto que sonhei contigo, meros sonhos.
Sinto muito, mais do que estas palavras parecem sentir... mas eu ainda te amo, e este é o problema.

Autora: Michele Strey Frederico.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Conexão
Busque a fonte de alimentação...
Porque o tamanho desta força é incontável.

E seus formatos variáveis...
Não deixe que se permutem na embriagues de um vigilante!

Localize-se, selecione esse tal
E substitua o mal.

Um título por esta obra, por favor!
A correspondência da inserção plena...
Tu observarás quando a exibição do que se é
For veracidade igualitária ao dizer.

Tenha referências que satisfaçam o próprio modo
E não o que demais incitam por ser.
Faça revisões periódicas, anule itens que não sigam
O teu propósito.
Atualizações importantes, se o são, assim as trate,
E não como segunda opção.

Alternâncias, quebra de página, imagens totalmente suas
Precedidas do longo suspense, e da decisão... Faça-as!
Faze-as enquanto ainda tens esta permissão.
Marque, não com água, mas com o coração
Os que necessariamente são merecedores.
Mas recue do nocivo, antes que este te prenda...
Dê o espaçamento ideal e as citações leais.

Depois, o zoom de uma exibição final
Será a expansão de grande paz,
Uma paz sua, querido mortal.

Autora: Michele Strey Frederico.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Para a mudança



Não diga adeus, diga até logo... porque você vai se arrepender e vai querer voltar...e vai se surpreender.
Nunca diga nunca, porque isso não muda
o destino de um cretino.
Eternamente fique isso em sua mente
e não tenha medo do sublime acontecer cedo.
O glamour não é o calor que sustenta quem inventa,
muito menos é a sede de quem tem sua cede
na periferia da tua grande alegria,
onde os cachorros são mais espertos que os morros,
e mandam foda-se aos babacas de paletó, que amam-se
no fingimento de sua dó.
Cuidado com seus desejos, anseios que podem tornar-se seios
de uma revolução bem-entendida e mal-sucedida.
O que fala, o que pensa, o que respira, pode levantar a ira
dos maiorais, os mais imorais, que mandam e desmandam,
que te usam, a você e aos demais, como se fossem nada.
E vocês são nada? Pensa e para nessa estação exilada
que poderia, que queria ser movimentada,
e continua parada porque não á nenhum camarada
que levante a bandeira e siga avante,
mostrando que são mais que morros, cachorros e paletós,
mostrando que do nada surge um tudo em um mundo
imperfeito, cujo feito parte de uma arte,
e somos cada qual sua jaspe,
mandando um recado para este pecado,
para que já não se raspe
mais do que se possa produzir e possuir.
Se isso acontecer, não deixe de dizer
obrigada ao Senhor ,seu único protetor.


Autora: Michele Strey Frederico.

terça-feira, 12 de março de 2013

Currículo da vida


 Meu endereço é estar perto da felicidade, cruzando com a rua dos testes, na esquina de vendas ingratas, bem longe do desânimo, tão perto dos erros. Não tenho número pra não ser mais uma na agenda, daquelas que não se sabe o nome, e precisa sempre reperguntar ao aparelho tecnológico onde estou.
Objetivos tenho, são inúmeros: ver teu sorriso antes do sol se pôr pra que eu possa dar o meu sorriso, tirar a dor que sinto em alguns olhares, cansados, que não conseguem repousar, mostrar o simples que outra pessoa não conseguiu comprar com o dinheiro desonesto e que agora tenta redecifrar a música da honestidade.
Não sei tanto para ser tanto, sei algo para ser considerado algo, e razoavelmente há uma razão que se acha desencontrada.
Falo o idioma da verdade, mas o controverso o faz remontar na mentira. As palavras que devem ser banidas me tentam aprisionar, e, tentando não desacreditar nelas próprias, entendem-na por outra, que nem mesmo eu o havia pensado.    
O complemento é a vontade de fazer diferente, mesmo com tanta coisa igual, ruim, que parece que não vai mudar. Vejo uma lucerna, e não vou desapegar-me do que acho correto, porque sei, vai ser bom pra você e pra mim.
Será bom se não deixar sua contribuição?

Autora: Michele Strey Frederico.