Poética política
Sem paredes nem redes, com deslocamento de ar
e vibrações do azar,
sendo estátua de pensador,
do pulo do baixo nato superficial.
Catando peças,
vigiando setas,
sem espaço de
discussão...
sem opinião.
Rei que nada faz, sua presença nada trás,
Nada leva... então, que proveito estar aqui?
Toca, toca e retoca...
Entra e flutua o som, e depois sai.
São as mesmas palavras mudas...
E elas caem, vão derretendo pelo canal,
estando em chamas no jogo pelo financeiro final.
Isso é discurso de paz?
O sem parede ainda é perseguido
pela térmica inversão.
A estatueta é lembrança,
um algo de apreciação,
um algo de esperança.
Necessitam de mais que um nada, necessitam...
E conceberam o direito,
e ele está em suas mãos...
e quando estiverem em seus pensamentos e corações
esta certeza,
não será um discurso de paz...
Ações mostrarão do que é capaz.
Autora: Michele Strey Frederico.
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