quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Vamos filosofar?


Enlace misto
Algo sensacional, único e incerto. Este é o ser humano. Desde seu nascimento deslumbra todas as forças da natureza, que concordam em achá-lo grande sabedor das virtudes que lhe rodeia.
Para os que teimam em deixar na história a marca de uma evolução constatada por macacos e posteriormente humanos ou para os que acreditam na criação divina, é certo que algo em comum pode ser observado, mesmo sem vínculo religioso. Em tempos envelhecidos o início de uma sociedade não nômade tinha como marco principal a distribuição de deveres em conformidade com a força de cada ser. Os produtos obtidos eram repartidos entre aquela pequena forma de governo desgovernada. Talvez o ódio fosse desconhecido, ou aquele sentimento sem explicação acabava por passar despercebido por mentes que desejavam apenas sobreviver.
Mas a classe humana tem aquela ânsia curiosa em saber cada vez mais, não poupando esforços em realizar façanhas. É aqui que entra a diferença em relação aos outros animais: a natureza humana é voltada para o pensamento. Logo, o que cada indivíduo é resulta de suas ações, que moldam as conseqüências de seus atos.
Com o pensamento o ser humano é capaz de criar uma linguagem própria, seja ela com palavras, desenhos, símbolos, gestos e sons propriamente de herança pertencente apenas a sua forma de nascimento. Interessantemente, é capaz de criar algo com essa linguagem e traduzir de forma com que outros possam entender e até opinar sobre sua escolha de apresentação, já que cada pessoa tem uma formação de conceito diferente, o que tanto fascina pesquisadores.
Pensar é instantâneo, nunca cessando, a não ser com a morte (o que pode caracterizá-la como limite do pensamento, mesmo sendo improvável o que ocorre além—morte). Quando se pensa em algo criado, se tem a capacidade de melhorá-lo mentalmente. Ao já criado por alguém e entendido por outros, o passo a seguir é fazer com que este chegue as mãos de outras pessoas.
Como já mencionado, em tempos antigos o trabalho era desenvolvido sem movimento de ganância ou superfaturação, visando a parte alimentável da vida e mais nada. Com a ampliação do pensamento e abertura de fronteiras da imaginação, o que se iniciou foi um trabalho mais árduo, criando propriedades privadas e a desigualdade que hoje o lado ocidental denomina classes sociais.
Outros dois fatores abordam a ação humana como centro da imagem que faz deste o que é. Primeiramente a não agradável fase que se difunde pelo planeta defendendo o trabalho como algo marciano, coisa alienígena necessária para a difusão da felicidade consumista. Sim, como forma de desconto por tanto tempo de sofrimento no trabalho se gasta o que têm e até o que não tem consumindo desnessariamente, buscando a felicidade, outro fator que demonstra uma ação unicamente humana.
A busca pela felicidade sempre existiu, e vêm se desenvolvendo rapidamente. Anteriormente, ter mantimento para uma semana já era considerado grande feito. Presentemente nota-se insatisfação grandiosa por parte de toda espécie humanamente em desenvolvimento tecnológico. Se conseguirem um carro querem um avião, depois querem um tanque de guerra para aniquilar os “inimigos” da escola, do emprego e até da família. Este pode ser considerado o ponto mais crítico do enlace entre natureza humana, linguagem e trabalho. As pessoas procuram algo que já existe nelas, mas que não querem aceitar.
O ser humano é aquela coisa mais estranha que quer se entender e que nunca se entende.
Autora: Michele Strey Frederico.


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